“Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.”
“Queria um amor perigoso, daqueles aventureiros, um amor escondido, proibido, quente, fervente. Queria um amor para todas as horas, todos os dias. Queria um amor antigo, que me dê flores, abra a porta e puxe a cadeira para que eu me sente. Queria um amor curioso, um amor novo, onde nada é o mesmo, onde cada dia é um dia, onde todo dia seja diferente. Queria um amor que me tire o fôlego, que desperte em mim sentimentos nunca sentidos, um amor que me faça não só sonhar, mas como viver os meus sonhos. Queria um amor assim, nem tão perfeito, mas nem tão ruim. Queria o extremo misturado com o pouco. Queria um amor assim, na medida. Queria um amor assim, queria um amor pra mim.”
“Você amou ele, respeitou ele, cuidou dele (mesmo sem ele saber), torceu com todas as suas forças pra vocês darem certo, torceu pra ele finalmente ver que era você, e não as outras. Você deu segundas, terceiras, quartas, e quintas chances, e mesmo assim ele não mudou. Ele errou de novo, e de novo, e de novo, e mesmo que isso te magoasse, doía mais ficar sem ele. Você ajudou ele todas as vezes que ele precisou, mesmo quando ele falou incessavelmente dela, e isso machucou você. Você queria ele. Você precisava dele. Ou achava que precisava. Ele falou coisas horríveis umas 10 milhões de vezes, mas você não se importou, porque parte de você sempre acreditou que ele ia voltar. Ele não voltou. E não vai voltar. Ele não é inteligente o suficiente pra entender que nenhuma outra vai gostar dele como você gostou, vai aceitar ele como você aceitou, vai entender ele como você entendeu. E ele ainda vai sentir sua falta. Ainda vai ler todas as conversas, lembrar de todos os momentos e pensar o quão idiota ele foi de ter te deixar ir. E quanto a você? Ah minha querida, você já vai ter entendido que merece muito mais do que um idiota que precisou perder pra dar valor.”
“Adoro te ver assim, fico todo orgulhoso de fazer você rir, foi pra isso que eu vim. Terminando de enxaguar esses pratos a gente vai até o sofá dar um jeito nessa dor, talvez eu tire algum som do James Taylor ou escove seus cabelos ou faça uma massagem profissional nos seus pés, vamos tirar esse joanete da sua alma. Se nada funcionar, a gente cata uma navalha e faz uns cortes sequenciais no seu braço pra liberar endorfina e trapacear a dor, como fez o dr. House naquele episódio, lembra? Não foi contigo que eu vi? Claro que foi, você deve ter embarcado no sono, como sempre. Como pode? É só te aconchegar de conchinha, contar até dez e pronto: você dormiu. E eu fico me sentindo o cara-todo-poderoso que está lá pra te proteger. Amanhã, de rosto novo, a gente pinta uma carinha feliz e circense, e eu te levo de carro pra ver o mar. Ninguém vai perceber seu riso postiço, o mundo inteiro vai estar ocupado sorrindo com você. Confia em mim, às vezes quem está de fora enxerga melhor. E daqui vejo seu sorriso, sei bem do que ele é capaz de fazer.”
“Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o. Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-o. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore. Esteja, entregue-se.”